Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltaram às ruas neste domingo (18) em uma mobilização nacional pela democracia e pela reeleição do petista. A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, manifestações em diferentes regiões do país reúnem estudantes, artistas, movimentos sociais e lideranças políticas em uma demonstração de apoio ao presidente.
Com bandeiras do Brasil, camisetas vermelhas, cartazes e apresentações musicais, os participantes ocupam ruas, praças e avenidas de capitais como Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Florianópolis e Maceió. Os atos também buscam ampliar o diálogo com eleitores indecisos e incentivar a participação daqueles que não compareceram às urnas no primeiro turno.
Parte das mobilizações integra a iniciativa “Bora Virar”, que pretende fortalecer a candidatura de Lula na reta final da disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O movimento ganhou força após o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, quando o candidato da extrema direita terminou à frente do atual presidente.
A mobilização deste domingo dá continuidade a uma série de manifestações organizadas principalmente por estudantes e movimentos sociais desde o início do segundo turno. No último dia 11, uma grande manifestação ocupou a Avenida Paulista, em São Paulo, com a presença do próprio Lula.
Rio de Janeiro: artistas se reúnem em Copacabana em grande ato pela democracia e reeleição de Lula
A Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, foi palco de uma grande mobilização artística e política em apoio à reeleição do presidenten Lula neste domingo (18). Convocado pelo cantor Caetano Veloso e pelo movimento 342 Artes, o Ato Musical pela Democracia reuniu artistas de diferentes gerações e estilos musicais, além de apoiadores do petista.
A realização do evento musical em Copacabana também foi alvo de uma tentativa de impedimento judicial. O Partido Novo pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que barrasse a manifestação, sob a alegação de que apresentações de artistas poderiam configurar comícios disfarçados. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, no entanto, negou o pedido e permitiu a realização do ato. Os organizadores esclareceram que a iniciativa não integra a agenda oficial da campanha de Lula e que parte das despesas seria custeada com recursos próprios.
O ator Paulo Vieira, apresentador do evento, criticou uma tentativa feita na Justiça de barrar o ato. “Tentaram impedir que esse evento acontecesse, mas não conseguiram. A democracia é justamente isso, poder fazer arte, cantar, se manifestar”, disse Vieira. “Não é comício, não é showmício e não é ato de campanha.”
O público presente carrega camisetas e adesivos de Lula e bandeiras do presidente. Políticos, como o deputado eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP) e o deputado Henrique Vieira (PSOL-RJ) estão no evento.
A concentração começou por volta das 14h, na altura do Posto 5, e as apresentações musicais tiveram início às 16h15, com a abertura do cantor e compositor Edu Krieger. Entre os artistas presentes no evento estão Caetano Veloso, Djavan, Simone, Marina Sena, Chico César, João Bosco, Frejat, Fernanda Abreu, Ivan Lins, Rubel, Duda Beat e Xamã.
A mobilização transformou a orla carioca em um espaço de manifestação política e cultural, unindo música e defesa da democracia na reta final da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).
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